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Fundação Calouste Gulbenkian: um tesouro histórico no centro de Lisboa

Um riquíssimo património natural e cultural no centro de Lisboa: assim podemos caracterizar a Fundação Calouste Gulbenkian. Embora comummente conhecida pelo seu jardim e pela sua biblioteca, este espaço é muito mais do que isso. Na verdade, cada metro quadrado seu carrega uma desmesurada importância, tanto para o desenvolvimento cultural, como para o desenvolvimento humano em Portugal e além-fronteiras.

Visto por fora, é um espaço de uma beleza invulgar, muito devido à sua construção tão disruptiva para a data e que viria a marcar a arquitectura portuguesa. Mais do que a imponência dos edifícios, a singularidade do jardim que os circunda faz da Gulbenkian um espaço muitíssimo prazeroso, frequentemente procurado por quem necessita de paz e sossego, seja para ler, estudar, namorar ou apenas para apanhar banhos de sol nas maravilhosas tardes de Lisboa. Verdade seja dita, nem podemos mencionar este jardim como sendo mais um entre tantos na capital; o Jardim Gulbenkian é, admitamos, um pequeno oásis e uma fonte pura de natureza, com cantos e recantos, ziguezagues e atalhos, que deliciam os casais e as crianças.

Por dentro dos edifícios, é um concentrado de recursos culturais e científicos, com um valor imensurável para a sociedade, a nível mundial, e para o próprio desenvolvimento humano. Com o principal objectivo de "melhorar a qualidade de vida das pessoas através da arte, da beneficência, da ciência e da educação”, a Fundação tem desenvolvido inúmeras actividades de cariz humanitário e que visam contribuir para uma sociedade mais justa e sustentável. Por isso mesmo, as suas actividades e ofertas culturais são vastíssimas e para públicos de todas as idades, e têm repercussão, não somente em Portugal, como também um pouco por todo o mundo.

A par com o jardim (não só lugar de lazer, como também cenário de várias actividades educativas), na Fundação Calouste Gulbenkian destacam-se:

Museu Calouste Gulbenkian
Lugar que alberga a colecção particular de arte do seu fundador (e todo o seu espólio, incluindo a sua biblioteca privada),  e também uma das mais vastas colecções de Arte Moderna e Contemporânea portuguesa.

Grande Auditório
Com uma capacidade para 1228 lugares sentados, o auditório da Fundação, de onde fazem parte a Orquestra e o Coro, é palco de inúmeros concertos de música clássica, assim como espectáculos de Ópera, Teatro e Dança.

Biblioteca de Arte Gulbenkian
Uma biblioteca que reúne uma extensa colecção de obras das mais diversas áreas, embora com foco nas artes visuais, na arquitectura e no design. É local predilecto dos estudantes, já que está munida de um número elevadíssimo de publicações, das mais antigas até às mais contemporâneas.

E se o seu extenso catálogo faz da Biblioteca de Arte uma fonte notória de informação, o facto de também aqui se encontrar parte da colecção privada do seu fundador — mais de 3 000 títulos referentes a monografias e a publicações periódicas — torna-a única e com grande relevância para a cidade de Lisboa e para o próprio país. 

Instituto Gulbenkian de Ciência 
Embora não se localizando no mesmo local, merece também grande destaque. Este instituto de investigação científica é nada mais do que um centro de investigação dedicado exclusivamente à investigação e formação pós-graduada em Ciências Biológicas. Desde a sua criação, em 1961, desempenha um papel essencial na área da investigação do país.

Por fim, uma questão que se impõe: quem foi o benemérito responsável de tão tamanha obra?

Como a nomenclatura da Fundação sugere, tudo se deve a Calouste  Gulbenkian (ou Calouste Sarkis Gulbenkian), um filantropo de origem armena nascido em 1869. Calouste foi um homem visionário, "arquitecto de empreendimentos” e com uma inteligência acima da média para a altura — fruto do contacto que teve com diferentes culturas e idiomas ao longo dos anos, e de muito novo se interessar pelo mundo dos negócios (e pela arte de negociar em si). Conta a história que apenas se deixou enganar uma vez, aquando criança, mas que foi precisamente a partir desse momento que desenvolveu uma brilhante capacidade negocial. 

Calouste Gulbenkian foi um humanista e filantropo, assim como um admirável coleccionador de arte, tendo reunido uma vastíssima colecção de arte e de bens, a par com uma fortuna sem precedentes, ambas únicas no mundo. Por escolha pessoal (um lugar onde se sentia muito bem) e por decisão estratégica (a imparcialidade do país na Segunda Grande Guerra), Lisboa tornou-se na sua casa já nos seus últimos tempos de vida — de 1942 a 1955, ano em que faleceu. 

Por profundo agradecimento a quem o acolheu, deixou pedido em testamento que na capital fosse construída a sede de uma fundação de nome internacional "em benefício de toda a humanidade”. O objectivo era somente para que neste espaço se preservasse grande parte da sua riqueza, de forma a servir de educação, de inspiração para gerações futuras e, acima de tudo, e de forma global, para mudar a forma de pensar, de ver, de sentir, de apreciar e de "viver” a cultura. 


Ficou interessado em saber mais? Conheça tudo sobre esta esta obra-prima da arquitectura moderna no website oficial da Fundação Calouste Gulbenkian.

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